Fatos Reais: A verdadeira História do Exorcismo de Emily Rose


“O Exorcismo de Emily Rose” é um filme de terror considerado como um dos mais populares e assustadores pelo público geral. Um dos principais fatores que fizeram do filme uma obra tão popular foi o fato de ter sido baseado em fatos reais. 

O filme conta a história de Emily Rose, uma jovem estudante de família cristã, que após começar a ter alucinações e comportamentos estranhos foi submetida à sessões de exorcismo por acreditar estar possuída por demônios. Na obra, a personagem tem surtos durante seu tempo na universidade e aceita ser exorcizada por livre e espontânea vontade. Durante uma sessão de exorcismo, Emily morre e o padre que realiza o ritual é acusado de assassinato. O trama se desenvolve a partir do olhar da advogada de defesa do padre, que começa a acreditar que o caso de Emily Rose não era algo que a ciência pudesse explicar.

A obra conta com vários momentos icônicos e assustadores, como por exemplo: acontecimentos estranhos exatamente às 3h da manhã, cenas de contorcionismo bizarros, Emily falando em línguas macabras, lençóis sendo puxados, entre outros…

Apesar das cenas já serem assustadores por essência, o que deixa tudo muito mais tenso é acreditar que todas essas coisas realmente aconteceram na vida real. Porém, o Spooky está aqui para contar que não foi bem assim…



Emily Rose, na verdade, é Annelise Michel, uma jovem alemã de família radicalmente cristã que tinha apenas 16 anos quando seus problemas começaram. A história de Annelise despertou em 1968, quando foi inicialmente diagnosticada com epilepsia após uma série de convulsões sem explicações aparentes. Posteriormente, a garota desenvolveu um quadro de depressão e precisou ser internada. 

Até então, Annelise fazia tratamento com medicamentos. Porém, tudo mudou aos 20 anos quando ela começou a ouvir vozes após abandonar a igreja. Desde então, sua família se convenceu de que aquilo tratava-se de uma possessão demoníaca. Dessa forma, o tratamento médico foi cessado e Annelise retornou para casa, onde seus pais buscaram auxílio da igreja.

Inicialmente, os primeiros sacerdotes acreditavam que Annelise realmente estava doente. Porém, a família Michel estava convencida da possessão. Registros da época mostravam que Annelise era mantida trancada em um celeiro onde era privada de comida, água e sono. Em 1973, quando a garota já se apresentava em um estado esquelético, os padres Ernst Alt e Arnold Renz surgiram dando apoio à ideia da família e se colocando à disposição para realizar o exorcismo.





Porém, só 2 anos depois do primeiro contato dos padres com Annelise, o bispo Josef Stangl concedeu autorização para que o padre Arnold Renz realizasse o exorcismo em sigilo absoluto. Dessa forma, deu-se início ao que seriam os dez meses de exorcismo, resumidos em 67 sessões que duravam cerca de 4 horas cada. Os sacerdotes acreditavam que Annelise estava possuída por 6 demônios: Lúcifer, Caim, Judas, Nero, Hitler e padre Fleischmann.

Mesmo com todos os meses de rituais, Annelise Michel veio a falecer no dia 1º de julho de 1976, aos 23 anos. Na autópsia, foi constatada a sua morte por desnutrição e desidratação. Além disso, foi descoberto que a garota possuía pneumonia, tinha os ligamentos dos joelhos rompidos e pesava apenas 30 quilos. Atualmente, Annelise está enterrada no Cemitério de Klingenberg,  localizado em Klingenberg am Main, Alemanha.

No mesmo ano, após o falecimento de Annelise, o Estado tomou conhecimento do caso e acusou os pais de Annelise e os padres Ernst Alt e Arnold Renz de homicídio por negligência. Os promotores do caso alegavam que a morte da vítima poderia ter sido evitada até uma semana antes de seu falecimento.

Durante o julgamento, forem exibidos vídeos e imagens das sessões de exorcismo de Annelise. Ao final, todos os réus foram considerados culpados. Porém, os pais foram absolvidos da pena após a justiça entender que a perda da filha já era castigo suficiente. A Igreja, por outro lado, foi condenada a pagar uma multa e os padres pegaram três anos de prisão em liberdade condicional.

Após a tragédia e o reconhecimento do caso, iniciou-se um debate na Alemanha sobre os limites da liberdade religiosa e dos direitos parentais. Em 2005, após o lançamento do filme, os pais de Annelise declararam que ainda acreditavam que a filha tinha sido possuída e que sua morte foi uma libertação.

E aí, acharam a história real tão assustadora quanto a do filme? Compartilhe essa matéria com seus amigos que não conhecem a história de Annelise Michel e deixe seu comentário abaixo sobre esse caso!

2 Comentários

  1. […] se popularizaram e geraram bilheterias milionárias. Obras como Invocação do Mal, O Exorcista, O Exorcismo de Emily Rose, entre outros, são parte desse gênero e utilizam de elementos que são geralmente associados ao […]

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  2. […] atenção no filme é o fato dele ser baseado em fatos reais. Porém, em muitos filmes como “O Exorcismo de Emily Rose“, sabemos que a verdadeira história é modificada para adequar-se em frente às câmeras. […]

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